
Há o Brasil que a Igreja construiu — o dos franciscanos, dos carmelitas e dos jesuítas, erguido escola por escola desde o século XVI. E há o Brasil que governa: o das leis, das instituições, do ensino. Nestas quatro aulas gratuitas, na semana da Independência, o prof. Felipe Mateus conta, pelas fontes, o que aconteceu entre um e outro.
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O Brasil que A Igreja Construiu
Franciscanos, carmelitas e jesuítas erguendo missões, aldeamentos e colégios desde o século XVI.
Mais de 95% da população declarada católica em todos os recenseamentos até a metade do século XX.
Uma Independência feita por padres: 57 sacerdotes entre os presos de 1817, 89 na vereança paulista de 1821, 18 na Assembleia Constituinte.
Bispos, seminários, ordens religiosas, missões.
O Brasil que Governou
Os colégios da Companhia fechados por Pombal e os jesuítas expulsos, em 1759.
Leigas as escolas, leigo o ensino, civil o casamento.
Uma Independência conduzida dentro das lojas maçônicas, por um imperador grão-mestre do Grande Oriente.
Bispos presos por ordem do próprio Império.
Dois países, o mesmo nome, o mesmo século.
Em 1916, quando quase toda a população brasileira ainda se declarava católica, um bispo escreveu a frase que mede a distância entre eles:
“Na verdade, os católicos, somos a maioria do Brasil, e no entanto, católicos não são os princípios e os órgãos da nossa vida política. Não é católica a lei que nos rege.”
Dom Sebastião Leme, arcebispo de Olinda, 1916
Não foram os evangélicos. Não foi a agenda dos costumes. Não foram os anos 70.
Foi muito antes — e a conta é de séculos.
Em cada aula, o que se construía de um lado e o que foi erguido no lugar, do outro.
O Brasil que os jesuítas construíram e Pombal destruiu
A educação dos jesuítas e o país que ela estava formando. E então Pombal: a expulsão, a perseguição, e o Pe. Gabriel Malagrida, jesuíta martirizado em Portugal.
Segunda-feira, 07/09, às 20h
A Independência não foi católica?
A Independência do Brasil foi, em larguíssima medida, obra do clero. E foi vestida por quem não era da Igreja.
Terça-feira, 08/09, às 20h
O Império que traiu a Igreja
A monarquia é, em geral, o melhor regime para a Igreja. O Império do Brasil foi outra coisa: o regalismo pôs os bispos sob o Estado e chegou a prendê-los. E a Princesa Isabel, profundamente católica e odiada pelos maçons, nunca chegou a reinar.
Quarta-feira, 09/09, às 20h
A República e o Brasil que temos
O retrato que os bispos brasileiros fizeram do país no centenário da Independência — e como o liberalismo formou as instituições que herdamos.
Quinta-feira, 10/09, às 20h
Nada aqui é opinião. Cada afirmação se apoia em fontes:
• O Clero e a Independência do Brasil, de Dom Duarte Leopoldo e Silva, arcebispo de São Paulo — escrito para o primeiro centenário e republicado agora pela Editora Barônio.
• A Carta Pastoral de Dom Sebastião Leme, de 1916, onde está o diagnóstico mais duro já feito por um bispo sobre a vida pública brasileira.
• A Carta Pastoral Coletiva do Episcopado Brasileiro de 1922, escrita para o centenário da Independência.
• Oliveira Lima, Rocha Pombo, Varnhagen, Monsenhor Muniz Tavares, Pe. Dias Martins.
Felipe Matheus estudou História na UFPB e é fundador e editor-chefe da Gazeta Parahyba, portal dedicado à história eclesiástica brasileira. Presidente da Associação de Historiadores Católicos do Brasil, dedica-se há anos à pesquisa da história da Igreja no Brasil.
Lucas Lancaster é mestre em direito e bacharel em história, escritor, católico e criador da Escola de História da Igreja. É autor dos livros “São Luís, o Rei da Coroa de Espinhos” e “Santo Atanásio e a Crise Ariana”. Acompanha o professor nas quatro aulas.
A Escola
Fundada pelo prof. Lucas Lancaster em 2021, a Escola de História da Igreja nasceu do desejo de devolver aos católicos os tesouros da nossa história que lhes são ocultados. Mais de 3.000 alunos já passaram por nossos cursos.
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